Willian, do Corinthians, defende jogos com portões fechados em caso de agressão a atletas

Atacante fala sobre violência e racismo no futebol, em entrevista que vai ao ar nesta segunda-feira, em canal da Libertadores

Porto Velho, RO - O atacante Willian concedeu entrevista ao podcast “90+3”, que vai ao ar nesta segunda-feira, às 20h30, no canal da CONMEBOL Libertadores no Youtube, e deu fortes declarações sobre temas polêmicos, entre eles racismo e violência no futebol. O blog antecipa algumas delas com exclusividade.

Entre os temas abordados pelo jogador, estão as ameaças sofridas pelos próprios atletas. O que torna o futebol brasileiro pouco convidativo para quem vem do exterior. Segundo Willian, é necessário ir além das campanhas e, se preciso, punir até os clubes, com jogos com portões fechados.

- A gente vê situações no Brasil que nos deixa um pouco receosos de voltar. A cada semana acontece algo que é inadmissível. Torcedor invade campo pra bater no jogador, taca pedra no ônibus e quase cega o jogador, torcedor invade o CT com jogador fazendo tratamento. Essas coisas acabam atrapalhando muito o futebol brasileiro. Não pode ficar calado.

Nós jogadores temos que estar unidos para combater esse tipo de violência. Vão esperar até quando para tomar providência? Só campanha não basta, tem que punir os torcedores, não entrar no estádio, acabar até punindo o clube, jogar sem torcida, alguma coisa tem que ser feita nesse sentido - declarou Willian.

O atacante também abordou o racismo sofrido pelos jogadores e como se dá a tentativa de cancelamento sobre quem quer dar voz ao assunto.

- Nunca tive, mas tem jogadores que tem (receio). Tanto para o racismo, quando recebe ameaça, todo tipo de intolerância e ódio. Tem jogador que tem receio de falar, de protestar. É revoltante, realmente. Vou sempre me posicionar contra isso, independente se alguém fale alguma coisa. A opinião das pessoas não vai definir meu caráter, minha lealdade, quem eu sou.

Vou sempre procurar falar o que eu acho e o que é certo. Tem jogadores que tem medo, receio de se posicionar, acabar recebendo mais ameaça, mais ódio. Eu não tenho esse receio, porque estou agindo pelo certo - emendou Willian, que fez críticas também em relação a pouca união dos atletas do futebol brasileiro nesse tipo de causa.

- Às vezes o jogador, nos EUA, no basquete, independente se jogam juntos, são unidos. Quando precisa fazer alguma coisa, vai todo mundo. No futebol não vejo isso. "Ah, não tá falando de mim, então tranquilo". Se a gente tiver esse entendimento, se afetou um afetou todo mundo, vai ajudar bastante. Quanto mais gente se posicionar vai ser mais fácil de dar um basta nesse situação.

Fonte: O Globo

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