Ibovespa opera em queda com troca de presidente da Petrobras no radar

Imagem ilustrativa sobre a alta do dólar e o mercado de ações na Bolsa de Valores de São Paulo (B3). — Foto: KEVIN DAVID/A7 PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Porto Velho, RO - O Ibovespa, principal índice de ações da bolsa de valores de São Paulo, a B3, opera em queda nesta terça-feira (24), com a nova troca de presidente da Petrobras nos holofotes.

Às 11h27, o indicador caía 1,36%, a 108.847 pontos. Veja mais cotações.

Perto do mesmo horário, as ações da Petrobras caíam mais de 3%. Na abertura, chegaram a recuar mais de 4%. Em Nova York, as ADRs da Petrobras (recibos das ações da petroleira negociados na Bolsa dos EUA) chegaram a cair mais de 11% no pré-mercado.

Na segunda-feira, a bolsa fechou em alta de 1,71%, a 110.346 pontos. Com o resultado, passou a acumular alta de 2,29% no mês, e alta de 5,27% no ano.

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O que está mexendo com os mercados?

Nos mercados, permanecem preocupações de que a alta da inflação e o aperto dos juros possam provocar uma desaceleração da economia global.

Por aqui, os investidores reagiam ao anúncio de mais uma troca no comando da Petrobras em meio a progressiva elevação do preço dos combustíveis e críticas à política de preços da estatal. O Ministério de Minas e Energia anunciou em nota oficial na noite desta segunda-feira (23) a demissão de José Mauro Ferreira Coelho, após 40 dias no cargo. Esta é a terceira troca de presidente da estatal no governo Jair Bolsonaro.

As ações da petroleira também começam a ser negociadas nesta terça sem o direito do pagamento de dividendos anunciado no último dia 5, o que também contribuía para puxar o preço dos papeis para baixo.

Na avaliação do Credit Suisse, "mudanças recorrentes para o cargo de CEO aumentam substancialmente a percepção de riscos" para a Petrobras. O banco destaca, porém, que não espera mudanças significativas na política de preços da Petrobras no curto prazo.

A Petrobras está há 73 dias sem reajustar o preço do combustível nas refinarias. Trata-se do maior intervalo sem reajustes em ao menos mais de 2 anos e meio. Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) aponta defasagem de 8% na paridade internacional e diz que Petrobras está 'segurando preços'.

Na agenda de indicadores, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) – considerado uma prévia da inflação oficial do país – desacelerou para 0,59% em maio, mas atingiu 12,20% em 12 meses, acima das expectativas do mercado.

Para a Capital Economics, o novo aumento da inflação brasileira corrobora a visão de que haverá outros 0,75 ponto percentual de alta no atual ciclo de aperto monetário, com a Selic subindo para 13,50%.

Fonte: G1

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