Nível do rio Machado volta a subir e deixa pelo menos 20 famílias desalojadas em Ji-Paraná, RO

 

Machado ultrapassou 11 metros de profundidade, em Ji-Paraná, nesta quinta-feira (10). No último mês, o rio alcançou uma marca histórica.

Porto Velho, RO - O rio Machado voltou a subir, em Ji-Paraná (RO), ultrapassando a cota de inundação estabelecida pelo Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) nesta quinta-feira (10). Pelo menos 20 famílias estão desalojadas.

De acordo com a Defesa Civil, o Machado ultrapassou 11 metros de profundidade no município, enquanto a cota de alerta é de 9,5 metros e a de inundação de 10,5 metros.

Diante da situação, foi emitido um alerta vermelho por conta do risco de enchentes na cidade. As famílias que precisaram sair de casa estão abrigadas nas residências de amigos e familiares. Esta é a terceira cheia registrada no município somente em 2022.

Um abrigo foi montado no ginásio de esportes municipal para auxiliar possíveis desabrigados, mas nenhum caso foi registrado até o momento.

Ainda segundo a Defesa Civil, a previsão é que o nível do rio continue a subir, por este motivo, profissionais da prefeitura e Corpo de Bombeiros estão em alerta para possíveis pedidos de ajuda. Solicitações de ajuda podem ser feitas através do número 193.

Cheia histórica


Nível do Rio Machado subiu até atingir a maior marca dos últimos 45 anos. — Foto: Júnior Caju/Arquivo pessoal

No último mês, o nível do rio Machado subiu até atingir a maior marca dos últimos 45 anos: 11,67 metros. Mais de 600 casas foram atingidas e 400 famílias precisaram buscar abrigo. Desde então, a cota vem diminuindo e aumentando frequentemente.

O Machado é medido pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), em Ji-Paraná, desde 1977. Até então, a maior marca tinha sido registrada em 2014. Na época, o rio chegou aos 11,66 metros e cerca de 200 famílias foram afetadas.

Já cinco anos depois, em 2019, o nível do rio voltou a subir e chegou aos 11,62 metros. Várias famílias também tiveram que sair de casa na época.

Fonte: G1/RO

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