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Ampliação antecipada de leitos foi essencial para o atendimento de infectados pela Covid-19



Atualmente Rondônia possui 977 leitos, sendo 389 na rede estadual de Saúde, 175 em hospitais filantrópicos, 233 em hospitais particulares e 180 da rede municipal de Saúde. O processo de ampliação de leitos foi colocado em prática antes de ser registrado o primeiro caso de coronavírus em Rondônia, com o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), se antecipando na adoção de várias medidas para conter o avanço da pandemia. A atitude tem refletido positivamente, salvando vida de muitos rondonienses.

As decisões assertivas do Governo iniciaram logo nos primeiros meses de 2020, com a criação do Comitê Estadual de Enfrentamento ao Coronavírus, com a participação de 14 organizações ligadas ao sistema de saúde ou de informações e vigilância, bem como a aquisição de insumos, equipamentos e treinamento aos profissionais de saúde.

Em março, o Governo do Estado publicou o Decreto de Calamidade Pública para fins de prevenção e enfrentamento à pandemia causada pelo novo coronavírus. Com isso, o Estado aumentou a capacidade de leitos de Unidades Terapia Intensiva (UTIs) para receber pacientes graves de Covid-19 na rede pública de Saúde, começando por Porto Velho, com maior número de habitantes.

O Centro de Medicina Tropical de Rondônia (Cemetron) foi a primeira unidade hospitalar a isolar UTIs com 19 leitos para Covid-19. Medidas emergenciais tomadas pela Sesau, ainda no mês de janeiro de 2020, foram direcionadas para aumentar a capacidade de atendimento com abertura de novos leitos de UTIs e clínicos já pensando na propagação do coronavírus.

Ainda no primeiro semestre de 2020, o Governo de Rondônia, adquiriu por R$ 12 milhões o prédio do Hospital de Campanha (HC), que antes funcionava como Centro Materno Infantil Regina Pacis, juntamente com equipamentos. O primeiro Hospital de Campanha do Estado com 25 leitos de UTIs e 71 leitos clínicos, num total de 96, com capacidade para até 140. O HC possui o serviço de tratamento de hemodiálise para pacientes com problemas renais e uma usina de oxigênio. O número de pessoas recuperadas unidade hospitalar ultrapassa os 500. Uma decisão assertiva do Poder Executivo, uma vez que o hospital será permanente.

O Executivo estadual recebeu apoio de uma multinacional do seguimento alimentício, que construiu um anexo hospitalar ao Cemetron com 58 leitos para somar esforços no enfrentamento à Covid-19. A ala funciona como enfermaria, com o diferencial de ser permanente. Atualmente a unidade hospitalar conta com 125 leitos exclusivos para o tratamento de pacientes com a doença.

Adequações foram feitas na Assistência Médica Intensiva 24 horas (AMI 24h), que funciona na zona Sul da Capital, assistir pessoas positivas. A unidade já contava com 28 leitos de UTI e foram disponibilizados mais sete, perfazendo um total de 35 leitos. A AMI recebe pacientes encaminhados pelo Centro de Medicina Tropical de Rondônia (Cemetron), com diagnóstico positivo e alguma insuficiência respiratória.

O Hospital Infantil Cosme e Damião (HICD), referência no tratamento de alta complexidade em Rondônia também destinou uma ala isolada para atender pacientes com Covid-19. Mais leitos foram criados para o tratamento dos positivados com a doença, desta vez na zona Leste da Capital, no Centro de Reabilitação de Rondônia (Cero). O atendimento de reabilitação foi transferido para um anexo ao Hospital de Base.

AMPLIAÇÃO DE LEITOS NOS MUNICÍPIOS

CACOAL – o Hospital Regional de Cacoal foi preparado para prestar assistência às pessoas com Covid-19. O hospital atende cerca de 34 municípios e precisou passar por adequação na estrutura física, passando a contar com a Unidade Covid-19, com 16 leitos de UTIs e 32 leitos clínicos já existentes para atender pacientes encaminhados pelas Secretarias Municipais de Saúde.

O Hospital Regional de Cacoal é referência no interior de Rondônia para receber os pacientes graves com suspeita ou diagnóstico confirmado de Covid-19.

JI-PARANÁ- o município contava com uma UTI pronta e com leitos habilitados pelo Ministério da Saúde. Para minimizar os efeitos da pandemia na região Central, o Governo de Rondônia repassou R$ 1,7 milhão para habilitar mais 10 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Hospital Dr. Claudionor Couto Roriz. O valor foi para custear a habilitação das UTIs durante três meses.

GUAJARÁ-MIRIM – Por meio de ação conjunta da força-tarefa do Governo do Estado e Prefeitura de Guajará-Mirim foi ativada a Unidade Covid-19, sendo o hospital de campanha do município com 17 leitos disponíveis, contendo duas semi-UTIs. A obra foi executada dentro dos padrões de biossegurança. A estrutura está inserida no complexo hospitalar que contempla também os hospitais Regional do Perpétuo Socorro e o Bom Pastor.


Texto: Rejane Júlia
Fotos: Ítalo Ricardo
Secom - Governo de Rondônia