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Políticas públicas voltadas aos direitos humanos da população imigrante em Rondônia favorecem assistência

Políticas públicas voltadas aos direitos humanos da população imigrante em Rondônia favorecem assistência
Porto Velho, RO - O governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Assistência e do Desenvolvimento Social (Seas), trabalha com diretrizes e políticas voltadas a promoção dos Direitos Humanos da população imigrante. A barreira linguística está entre as principais dificuldades encontradas pelos imigrantes quando chegam em Rondônia.

O dia 25 de junho é lembrado como o Dia do Imigrante, palavra originária do latim immigratus, que significa “Aquele que sai do país de origem e entra em um país estrangeiro para estabelecer residência”. Rondônia foi um dos estados que acolheu nestes últimos anos inúmeros imigrantes que deixaram o país de origem motivados por crises políticas, econômicas, étnicas e sociais. Sendo a maioria imigrantes venezuelanos, seguido de haitianos e bolivianos.

A Seas, junto a outros órgãos como o Ministério Público Estadual desenvolveu materiais gráficos informativos nos idiomas português e espanhol, além da criação de um Mapa da Rede de Atendimento ao Imigrante e Refugiado, contendo o endereço, telefones e localização dos Centros de Referência da Assistência Social (Cras), Central do Cadastro Único (Cadúnico) e dos principais órgãos públicos do Estado.

Entre os projetos da Seas, está prevista a implementação de uma Central de Informação aos Migrantes e Refugiados em parceria com a Universidade Federal de Rondônia (Unir), que irá auxiliar o público de imigrantes no idioma espanhol sobre as informações necessárias dos serviços e funções dos órgãos pertinentes que prestam serviços aos migrantes, de modo a tornar o fluxo de atendimento eficaz, efetivo e eficiente.

“Não é fácil deixar sua terra de origem e percorrer outros destinos. Entendemos a importância de efetivar ações e desenvolver políticas públicas voltadas à assistência”, destacou Luana Rocha.

A primeira-dama e secretária da Seas, Luana Rocha, ressalta a importância do desenvolvimento de políticas públicas voltadas aos imigrantes. Em parceria com os municípios, entidades e demais entes da sociedade, a Seas tem trabalhado para que os direitos dos imigrantes sejam efetivados. Ao chegar no Estado, eles são acolhidos pelos municípios e direcionados para abrigos, onde possuem um quarto para dormir, roupas e comida para se alimentar. O cadastro dos imigrantes para retirada de documentos já é realizado, e se tornará ainda mais viável com a implementação da Central de Informações aos Migrantes e Refugiados.

A IMIGRAÇÃO VENEZUELANA EM RONDÔNIA

Em 2017 o Brasil vivenciou uma grande crise migratória, com a chegada dos venezuelanos, que tomaram como destino várias regiões do Brasil. Muitos vieram para as terras rondonienses, devido à proximidade do estado de Roraima, que faz fronteira com a Venezuela. De acordo com dados fornecidos pela Cáritas Brasileira Articulação Noroeste, Secretaria de Assistência Social e Familiar de Porto Velho (Semasf) e da Associação dos Venezuelanos do Brasil (Assovenbra), estima-se que o estado tenha hoje aproximada de 1.500 migrantes refugiados e apátridas (indivíduo que não é titular de qualquer nacionalidade) vivendo em Porto Velho.

A imigração venezuelana é uma das maiores registradas até então no Estado, seguidas da imigração haitiana e boliviana. No caso dos venezuelanos, a expectativa é que o número de imigrantes que passaram pela capital, com destino aos grandes centros como São Paulo e Porto Alegre, seja ainda maior. Os que aqui ficaram construíram raízes e se adaptaram à nova realidade, como é o caso da venezuelana Karen Padilla. A bibliotecária de 31 anos chegou à Capital em 2017, grávida da filha Anastácia e acompanhada pelo esposo Faustino Munõz.

“Eu saí da Venezuela grávida e com medo do futuro. Aqui em Porto Velho eu fui acolhida, e em comparação a minha cidade natal Caracas (Venezuela), aqui eu me sinto segura e vejo que podemos nos desenvolver. É um lugar de oportunidades”, destacou a imigrante.

Karen deixou tudo para trás no dia 3 de maio de 2017, quando ainda estava no quinto mês de gestação. Junto ao esposo, passou pelas cidades de Cumaná y Puerto la Cruz (Venezuela), Boa Vista (RR) e Manaus (AM), até chegar em Porto Velho no dia 17 de maio. “Não sabíamos o que encontraríamos aqui, mas tínhamos certeza para onde não queríamos voltar”, lembrou a venezuelana.

RECOMEÇO

Karen Padilla, que agora tem uma filha com nacionalidade brasileira, explica que o Dia do Imigrante deve ser visto como forma de conscientização e união da classe sobre a luta no combate à xenofobia e ao preconceito. “Eu vejo esse dia como uma oportunidade para lembrarmos como chegamos aqui e como estamos hoje. Desde que vim para Porto Velho me uni a outros para criarmos a Associação de Venezuelanos no Brasil (Assovenbra) para ajudarmos na orientação e acolhimento dos nossos irmãos, além disso também dou aulas de espanhol e participo de palestras sobre o tema imigração”, concluiu Karen.




Políticas públicas voltadas aos direitos humanos da população imigrante em Rondônia favorecem assistência Políticas públicas voltadas aos direitos humanos da população imigrante em Rondônia favorecem assistência Reviewed by ADMIN3 on sexta-feira, junho 26, 2020 Rating: 5

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